Recentemente decidi rejogar todos os jogos da franquia God of War, do primeiro lançamento até Valhalla, e dar uma nota de 0 a 10 pra cada um baseada puramente na minha diversão.
Joguei na ordem cronológica da história (e não na ordem de lançamento), então é assim que vou apresentar aqui. Bora.
1. God of War: Sons of Sparta — Nota 3.5
O primeiro cronologicamente. Mostra a juventude de Kratos e seu irmão Deimos durante o rigoroso treinamento militar espartano.
O jogo traz uma releitura da franquia, podendo ser jogado em 2D — e isso poderia tornar a experiência interessante. Mas por ser um Metroidvania (e eu não sou o maior fã do gênero), com uma história que dá a sensação de que não faria diferença se eu nunca tivesse jogado, tudo isso somado ao preço de R$ 169,90, a nota não podia ser alta.
Só não desce mais porque é o primeiro da lista e eu não quero ser injusto logo de cara.
2. God of War: Ascension (2013) — Nota 4.5
Seis meses após Kratos ter sido enganado por Ares e levado a destruir sua própria família, a história acompanha um guerreiro espartano mais humanizado e vulnerável. Impulsionado pela dor da perda e da traição, Kratos quebra seu juramento sagrado com Ares — e por esse ato de desafio, é aprisionado pelas Fúrias.
Confesso que virei a cara pra esse jogo quando ele saiu. Mas rejogando hoje, ele até tem seu brilho: pegar as armas caídas no campo de batalha é uma mecânica boa que falta nos jogos principais. A história também não é tão ruim — preenche a lacuna de como Kratos se virou contra Ares.
O problema é que, sendo um jogo full price, claramente prejudicaram a campanha em troca de um multiplayer meia-boca. Ideia boa, execução ruim.
3. God of War: Chains of Olympus (2008) — Nota 6.0
O jogo se passa durante os dez anos de serviço de Kratos aos deuses do Olimpo. A história gira em torno de uma escolha brutal: permanecer nos Campos Elísios com sua falecida filha, Calíope, ou romper os laços com ela para salvar o Olimpo e o reino mortal da aniquilação total.
E aqui eu pergunto: pra que isso comigo? É um jogo feito pra você sofrer na cena de largar a Calíope nos Elísios.
No geral, é um God of War 1 levemente piorado, mas vou dar o braço a torcer e assumir que era o limite do que o PSP conseguia entregar. Não é nem de longe meu favorito, mas também não é ruim como os anteriores dessa lista — e cumpre bem o papel de explicar os 10 anos de servidão aos deuses, além de justificar por que Atlas odeia Kratos quando os dois se reencontram em God of War II.
4. God of War (2005) — Nota 9.0
Também conhecido como "God of War 1". Após 10 anos servindo aos deuses do Olimpo, Atena encarrega Kratos de encontrar a Caixa de Pandora para matar Ares e acabar com seus pesadelos intermináveis.
Esse é simplesmente fantástico. Tive a mesma sensação de quando joguei a primeira vez no PS2, principalmente na luta contra a Hidra. Só não leva nota máxima porque existem jogos melhores na lista — mas ele é absurdo.
E olha, cabe um remake aqui que eu pagaria sem nem pensar. Cala a boca e pegue meu dinheiro.
5. God of War: Ghost of Sparta — Nota 7.0
Se passa logo após Kratos se tornar um deus. Ele viaja até Atlântida, onde encontra sua mãe Calisto, que revela que seu irmão Deimos ainda está vivo.
Preciso ser sincero: tenho problemas sérios com jogos de PSP e PS Vita no geral. Quem acompanha sabe que eu sempre peso a mão nessas análises, então essa nota já considera esse meu "hater" interno. Dá pra dizer que me diverti, mas no geral o formato me incomoda — e nesse caso, tem grandes chances de o problema ser eu, e não o jogo.
6. God of War: Betrayal — Nota 7.5
Enquanto Kratos é o Deus da Guerra, ele lidera os espartanos em conquistas — mas é incriminado pelo assassinato do gigante Argos, o que gera os primeiros atritos irreversíveis com os outros deuses.
Um joguinho curto, de umas duas horas de gameplay, que acaba dando sentido à fúria de Zeus contra Kratos em God of War II. Cumpre tudo que se propôs como game mobile. O único defeito real é nunca terem lançado uma versão para console até hoje.
Curiosidade: tanto Betrayal quanto God of War II saíram em 2007 — por isso os dois funcionam tão bem como sequência direta.
7. God of War II — Nota 10
Kratos é traído por Zeus. Salvo pela Titã Gaia, ele embarca em uma jornada épica para viajar no tempo e impedir sua própria morte.
Ícaro, a Blade of Olympus, o plot final com Atena, levar os Titãs para o Olimpo, a famosa moeda de um real... todos esses elementos juntos fazem desse o melhor God of War de todos os tempos, na minha opinião. É o jogo mais divertido de toda a franquia.
8. God of War III — Nota 9.0
Com Kratos e os Titãs escalando o Monte Olimpo para exterminar Zeus e os deuses restantes.
Esse jogo tem o melhor mini-game da franquia (vocês sabem qual). Brincadeiras à parte, ele também tem a melhor história de toda a saga grega — é o fim do Kratos do ódio e da vingança. Muito bom e divertido, quase perfeito.
9. God of War (2018) — Nota 9.8
Muitos anos após a queda do Olimpo, Kratos reconstruiu sua vida em Midgard. Após a morte de sua esposa Faye, ele e seu filho Atreus partem para espalhar as cinzas dela.
Na minha opinião, a melhor história da franquia. A diferença em relação à saga grega é tão gigante que teve gente chamando isso de reboot lá em 2018. É o jogo que mais joguei, ao lado do II. Só não é um 10 porque não tem pulo — mas as lutas com Baldur estão entre as melhores de toda a série.
10. God of War Ragnarök — Nota 9.7
Com a chegada do Fimbulwinter, Kratos e Atreus buscam respostas sobre o destino do garoto como "Loki" e tentam evitar o Ragnarök.
Thor, Odin e Ratatosk são três personagens incríveis, e dá gosto de ver as interações deles com Kratos e Atreus. A DLC fecha todo o arco do Kratos de forma melhor que muitos jogos dessa lista — se fosse vendida separada como um jogo curto, já valeria o dinheiro.
A nota do jogo completo com a DLC é 10/10. Mas como todo mundo trata a expansão separadamente por aí, decidi fazer o mesmo: 9.7 para o jogo base, e a DLC entra como um bônus à parte.
11. God of War Ragnarök: Valhalla — Nota 9.5
A expansão que funciona como um epílogo oficial. Kratos viaja para Valhalla em uma jornada de profunda reflexão pessoal para confrontar os fantasmas do seu passado.
Aqui é o fim épico: Kratos vs. Kratos. Essa DLC não fecha só a saga nórdica, mas toda a jornada do personagem.
O que essa retrospectiva me ensinou
No fim das contas, rejogar toda a saga só reforçou uma coisa: God of War II continua imbatível pra mim, e isso ninguém me tira.
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